Nos últimos tempos, tem havido diferentes “ataques” ao vinho, visando a sua reputação e criando um ambiente de hostilidade e afastamento de um produto secular, de importância relevante para as economias locais, para a sustentabilidade das regiões, para a cultura social e para as tradições.
Efetuar estudos não direcionados para a área do vinho, mas para as bebidas alcoólicas, misturando o vinho com bebidas destiladas e depois responsabilizar apenas o vinho pelos resultados, é um comportamento inadmissível, incorreto e falso no que toca a resultados técnicos.
Por isso é de saudar a posição assumida por Luísa Amorim, que de forma clara e afirmativa, regista que “o vinho não faz mal à saúde”.
Também Miguel Esteves Cardoso tem publicado alguns artigos interessantes sobre a matéria no jornal O Público, na revista Fugas.
Está na altura de desmistificar a campanha em curso contra o vinho, até porque não vemos os seus autores tomarem a mesma atitude perante as bebidas destiladas (a maioria de origem estrangeira), os refrigerantes e alimentos açucarados, os produtos alimentares com excesso de sal, os alimentos produzidos com produtos de duvidosa qualidade.
Há que valorizar os nossos produtos, tradicionais, que resultam da nossa agricultura, como tem feito questão de enfatizar o nosso Ministro da Agricultura, o Eng.º José Manuel Fernandes, com o reflexo positivo para o país, para as comunidades do setor primário, para a sustentabilidade do território, para a economia.
Até porque existem diferentes estudos sobre o consumo do vinho que demonstram muitas particularidades com interesse para a saúde, ao contrário daquilo que é propalado.
Nós, aqueles que produzimos, que comercializamos, que consumimos vinhos, temos a obrigação de fazer o bom combate: DEFENDER O VINHO!